- O que é uma gestão de contratos hospitalares?
- Quem precisa fazer gestão de contratos hospitalares?
- Por que se preocupar com sua gestão de contratos hoje? 5 motivos fortíssimos!
- E, afinal, o que entra numa gestão contratual hospitalar?
- Como fazer uma boa gestão de contratos hospitalares?
- Próximo passo? Tenha a gestão de contratos a favor da sua empresa
Para empresas do ramo hospitalar evitarem riscos financeiros, operacionais e jurídicos, a gestão de contratos adequada é fundamental. E, por “adequada”, entenda: centralizada, com rastreabilidade e com acompanhamento correto.
Essa gestão deixou de ser apenas uma preocupação do jurídico ou do administrativo das organizações do setor e impacta, diretamente, na eficiência e nas tomadas de decisão, por exemplo, bem como na conformidade regulatória e até na qualidade do atendimento prestado.
Você é responsável por um hospital, uma clínica ou instituição de saúde e quer saber mais sobre o tema? Veio ao lugar certo!
Se a esmagadora maioria das transações da sua área são regidas por contratos, as orientações deste artigo vão esclarecer suas dúvidas e lhe orientar no dia a dia. Continue lendo.
O que é uma gestão de contratos hospitalares?
A gestão de contratos hospitalares é o conjunto de processos usados por donos e gestores de clínicas, hospitais e instituições de saúde para criar, organizar, acompanhar, atualizar, renovar, auditar e encerrar documentos que fazem parte da operação de seus negócios.
Ela tem como objetivo garantir que os contratos sejam devidamente controlados e rastreados, justamente para que a operação esteja adequada às exigências legais e até ao comportamento dos clientes em pleno século XXI.
Quem precisa fazer gestão de contratos hospitalares?
Embora muita gente ainda associe a gestão de contratos apenas ao jurídico hospitalar, a realidade é que diferentes áreas dependem diretamente desse conjunto de processos.
Donos e administradores
Precisam do manejo correto de documentos para garantir controle financeiro, governança, previsibilidade operacional, conformidade regulatória, segurança jurídica e melhores tomadas de decisão.
Diretores administrativos
Querem evitar reajustes não monitorados, pagamentos indevidos, problemas com contratos vencidos, falhas em renovações e perdas de negociações estratégicas.
Compras, suprimentos e procurement
Dependem da gestão contratual para controlar fornecedores, acompanhar indicadores, evitar falhas de abastecimento e assim por diante
RH e gestores de unidades
Têm suas rotinas facilitadas com a gestão correta, pois frequentemente lidam com contratos de pessoas jurídicas e terceirizados, plantões, prestadores de serviços, temporários, acordos específicos de escala e serviços especializados.
Clínicas, laboratórios, operadoras e similares
Também precisam estruturar contratos relacionados a convênios, fornecedores, equipamentos, tecnologias, prestação de serviços, consultorias e terceirizações.
Responsáveis pelo compliance hospitalar
Estão, cada vez mais, em busca da total adequação à LGPD, às normas da Anvisa etc.
Por que se preocupar com sua gestão de contratos hoje? 5 motivos fortíssimos!
Sem dúvidas, por causa da grande quantidade de documentos com os quais você provavelmente lida atualmente e simultaneamente, uma gestão adequada vai lhe ajudar a economizar tempo e ajustar a sua rotina.
Mas não só isso…
1. Processos manuais aumentam burocracias e retrabalhos
Para empresas do setor, depender de planilhas, papéis físicos, aprovações descentralizadas e envios e assinaturas manuais gera lentidão, falhas, falta de visibilidade, riscos e alta dificuldade de acompanhamento.
2. Contratos desorganizados geram perdas financeiras invisíveis
Sem controle correto das documentações, é comum ocorrer reajustes automáticos não conferidos, renovações indesejadas, pagamentos duplicados e desperdício operacional. A previsibilidade financeira praticamente não existe.
3. Falhas contratuais podem comprometer a operação hospitalar
Na saúde, como determinados contratos são críticos para continuidade operacional, problemas ligados a ele podem afetar diretamente o atendimento aos pacientes. Entre contratos críticos, destacam-se aqueles ligados à esterilização, medicamentos, tecnologias, energia, manutenção de equipamentos etc.
4. O setor hospitalar possui alta exigência regulatória
Instituições de saúde precisam atender simultaneamente exigências relacionadas a LGPD, Anvisa, Conselho Federal de Medicina, Agência Nacional de Saúde, auditorias e acreditações. Contratos inadequados ou mal documentados aumentam riscos jurídicos e regulatórios.
5. As auditorias exigem rastreabilidade
Sem organização adequada, as auditorias se tornam lentas, difíceis e arriscadas, enquanto, com um histórico correto de alterações, aprovações e assinaturas, elas são rápidas e integrais.
E, afinal, o que entra numa gestão contratual hospitalar?
A resposta para esta pergunta depende do tipo de contrato que está sendo gerido.
Contratos com operadoras e convênios
São considerados altamente críticos porque impactam diretamente o faturamento da instituição.
Envolvem tabelas de preços, glosas, regras de autorização, reajustes, prazos e regras assistenciais. Cláusulas mal definidas podem gerar perdas financeiras relevantes.
Contratos com fornecedores médico-hospitalares
Incluem medicamentos, materiais, equipamentos e serviços diversos (esterilização, manutenção, lavanderia, alimentação etc.).
Também são críticos, afinal, impactam tanto na continuidade da operação quanto na segurança do paciente e na conformidade regulatória da instituição.
Contratos médicos e de prestação de serviços
Envolvem médicos “PJ”, plantonistas e terceirizados, equipes especializadas e empresas parceiras. Têm cláusulas de responsabilidades, escalas, compliance e confidencialidade, por exemplo.
Contratos de tecnologia e dados
Como os hospitais lidam diariamente com dados sensíveis, são aqueles contratos cuja gestão precisa considerar LGPD, segurança digital, controle de acesso e rastreabilidade. Geralmente, têm relação com prontuários, softwares, nuvem, integrações e assinaturas.
Como fazer uma boa gestão de contratos hospitalares?
Siga este passo a passo!
1. Centralize todos os contratos em um único ambiente
Acabe com documentos distribuídos em diferentes e-mails, planilhas, gavetas, arquivos, pastas e computadores individuais. Centralize toda a “papelada” para conseguir visibilidade, controle, rastreabilidade, acesso rápido e maior segurança.
2. Faça um diagnóstico completo da sua operação contratual
Mapeie quais contratos existem e quais são críticos, responsáveis, vencimentos, riscos e gargalos. Entenda o que falta para que todos estejam num padrão da empresa. Faça esse diagnóstico visando identificar suas prioridades reais de agora em diante.
3. Padronize tanto os contratos quanto os fluxos de aprovação
Crie modelos de contrato já aprovados pelo jurídico, estabeleça fluxos claros de envios, ajustes e assinaturas, faça e compartilhe checklists obrigatórios para uma gestão correta e defina responsabilidades.
Estabeleça também os critérios de aprovação dos próximos documentos. Tudo isso reduz inconsistências e acelera processos.
4. Defina (ou redefina) os responsáveis por cada etapa
Formalize quem:
- Negocia
- Aprova
- Acompanha
- Renova
- Audita
- Responde
Por cada contrato!
5. Automatize tarefas operacionais
Já sabendo do que você precisa para ter sucesso – e com padrões estabelecidos – busque tecnologias de automatização de contratos adequadas às necessidades da sua empresa neste momento.
Converse com os responsáveis e setores envolvidos para tomar a decisão da melhor forma!
Hoje, é possível automatizar alertas de vencimento, aprovações, assinaturas eletrônicas, renovações, armazenamento, auditorias, acompanhamentos de métricas e várias outras etapas: informe-se.
6. Use assinaturas eletrônicas com validade jurídica
E, por falar em automatização, adote de vez estes registros, feitos à distância e com validade jurídica.
As assinaturas eletrônicas via plataformas avançadas ajudam a acelerar aprovações, minimizar gastos de tempo e dinheiro, melhorar a rastreabilidade dos documentos, facilitar auditorias e até a oferecer uma melhor experiência ao cliente final.
Além disso, reduzem gargalos comuns em contratos hospitalares.
7. Crie uma estrutura específica focada em auditoria e rastreabilidade
Ainda, sabendo que, no setor, é preciso se comprovar praticamente tudo, conte com a automação e com os padrões previamente estabelecidos para criar uma estrutura que lhe ajude a manter:
- Histórico de alterações
- Controle de versões
- Registros de aprovação
- Trilhas de auditoria
- Acessos monitorados
Isso vai ser valioso no curto, médio e longo prazo!
8. Trabalhe prevenção de riscos e compliance
Em toda a sua gestão, previna-se através da adequação à LGPD, da redação e revisão de cláusulas regulatórias, de revisões jurídicas, de contingência para fornecedores críticos e de políticas de acesso e segurança.
Nunca é demais reforçar.
9. Monitore os seus contratos continuamente e acompanhe métricas
Por último, mas não menos importante, acompanhe dados importantes obtidos através da gestão correta dos documentos, como SLA, vencimentos, reajustes, performance de fornecedores, cumprimento de obrigações e outros indicadores.
Pode acreditar: você vai tomar decisões muito mais embasadas a partir desse momento!
Próximo passo? Tenha a gestão de contratos a favor da sua empresa
Fazendo tudo certo e tratando contratos de forma estratégica na sua empresa, transforma o que era “só” operacional em ferramenta de crescimento.
Aplique as dicas deste artigo para:
- Melhorar controle financeiro
- Reduzir desperdícios
- Negociar melhor com fornecedores
- Ganhar previsibilidade
- Fortalecer governança
- Acelerar decisões
- Facilitar auditorias
- Aumentar eficiência operacional
E lembre-se: agir conforme as orientações catalogadas aqui não tem a ver com “abraçar” burocracias em excesso, mas com uma gestão que deixa de ser obrigação e passa a representar uma operação sustentável, segura, eficiente e inteligente.
Boa sorte no processo!
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