- O que é automatização de contratos?
- Por que as empresas estão automatizando contratos?
- A automatização de contratos tem validade jurídica no Brasil?
- Como funciona a automação de contratos – e aonde entram as assinaturas eletrônicas?
- E para que serve a integração dos sistemas da empresa com uma API de assinatura eletrônica?
- Quais os setores que mais usam assinatura eletrônica hoje em dia?
- “Quero automatizar contratos, e agora?” 5 considerações estratégicas
A automatização de contratos agrega às empresas tanto em eficiência e escala quanto em segurança, e acaba com aquele gargalo operacional ligado à dificuldade de formalização de negociações.
A partir do momento que uma empresa automatiza o compartilhamento, a assinatura e o armazenamento de documentos, acabam as trocas intermináveis de e-mails, os erros de preenchimento e aquela espera de vários dias até que haja o “ok” final de um contrato.
Os processos manuais são reduzidos e também deixa de existir a dificuldade de rastreabilidade que pode comprometer tanto a produtividade quanto a governança.
A automatização de contratos nada mais é, portanto, do que uma resposta estrutural a um cenário que pede a organização de todo o ciclo de documentos de forma padronizada, integrada e juridicamente válida – e você vai entender exatamente o motivo disso no decorrer da leitura deste artigo!
Aproveite para descobrir como agir se quiser automatizar o seu negócio.
O que é automatização de contratos?
Quando uma empresa automatiza contratos e documentos está usando tecnologias específicas para conseguir estruturar, padronizar e executar o ciclo completo de criação, envio, assinatura e gestão desses documentos.
Os processos passam a acontecer de forma digital e integrada aos sistemas da corporação e envolvem mais do que uma simples digitalização de um papel para convertê-lo em arquivo PDV ou uma assinatura feita remotamente.
Fazem parte da automatização de contratos, por exemplo:
- Criação de modelos padronizados de documentos
- Preenchimento automático dos documentos com dados corretos
- Disparo remoto dos contratos para assinatura das partes envolvidas
- Assinatura eletrônica juridicamente válida e monitorada em tempo real
- Registro de evidências de abertura e assinatura dos documentos
- Armazenamento organizado de todos os contratos em nuvem
- Controle de vigência, aditivos e renovações
E é com a automatização que começa, corretamente, aquilo que chamamos de “CLM” ou “gestão do ciclo de vida contratual”.
Por que as empresas estão automatizando contratos?
Por um tempo, a automatização pode até ter sido uma adequação a novas tendências tecnológicas, mas isso passou: hoje, fazê-la é tomar uma decisão estratégica e cheia de benefícios.
Adiante, você encontra uma lista com sete motivos que levam gestores ou desenvolvedores de corporações de diferentes portes ou setores a optar pela automatização.
- Formalização de contratos em minutos ou, no máximo, algumas horas
- Padronização de informações e minimização de erros humanos
- Menos inconsistências de cláusulas e/ou retrabalhos jurídicos
- Escalabilidade sem aumento proporcional da carga operacional
- Registro digital de cada etapa, facilitando auditorias internas e externas
- Segurança jurídica previsível, trilha de auditoria e redução de riscos
- Transformação de cada contrato em verdadeiros ativos controláveis
Os documentos deixam de ser só “mais um papel que precisa estar arquivado”.
A automatização de contratos tem validade jurídica no Brasil?
Sim, desde que estruturada corretamente e que as empresas optem por contar com tecnologias adequadas às legislações que fundamentam essa validade, como a Medida Provisória 2.200-2/2001, a LGPD, o Código Civil e outras.
As assinaturas eletrônicas, por exemplo, cuja regularização aparece na Lei 14.063/2020, podem até ter diferentes tipos (simples, avançada ou qualificada), mas a escolha do formato utilizado por cada corporação depende dos objetivos e das necessidades dos contratos a serem formalizados.
Para grande parte dos documentos empresariais privados, a assinatura eletrônica avançada é suficiente, desde que acompanhada de registros técnicos e integridade documental.
Como funciona a automação de contratos – e aonde entram as assinaturas eletrônicas?
A empresa usa um template personalizado e preenche campos variáveis nesse template para criar cada contrato. Então, um fluxo típico de automação contratual acompanha a seguinte lógica:
- Os dados usados no preenchimento dos campos podem ou não ser extraídos automaticamente de outros sistemas internos, como ERPs e softwares de RH
- Os documentos passam por um fluxo de aprovação interno que envolve gestores e/ou departamento jurídico e valida cada informação antes do envio externo
- Se usada uma plataforma ou API de assinatura eletrônica, após a validação, o documento é automaticamente encaminhado para registro de todas as partes
- Conforme cada envolvido acessa e assina o contrato, a solução coleta evidências dessa movimentação, registrando IP do computador, data, hora etc. e criando uma trilha de auditoria
- Depois que todos assinam, o documento final fica armazenado na nuvem com controle de acesso e rastreabilidade
As assinaturas eletrônicas permitem formalização do contrato dentro do fluxo automatizado, garantindo integridade dos documentos, identificação dos signatários, registros de evidências técnicas e conformidade com a Lei vigente.
Somente esse tipo de registro garante a validade jurídica dos contratos manejados à distância dentro da empresa.
E para que serve a integração dos sistemas da empresa com uma API de assinatura eletrônica?
Especialmente para empresas que buscam escala, a integração técnica é decisiva porque transforma a criação, o compartilhamento e a assinatura de contratos como parte dos processos gerais e cotidianos do negócio.
Integrar um ERP ou CRM ou software de RH, por exemplo, a uma API de assinatura eletrônica, pode ajudar com geração e envio agilizados dos documentos, acompanhamento das assinaturas em tempo real, recebimento automático do contrato final por todas as partes e centralização de evidências como parte do cotidiano corporativo, ou seja, sem que um funcionário precise se dedicar manualmente a procurá-las.
Fazer um contrato e, consequentemente, fechar um negócio, então, deixam de ser processos paralelos, cujas informações ficam perdidas “no ar”.
| ACABAM X | ENTRAM EM CENA ✓ |
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E, nunca é demais reforçar: isso independe do setor ou porte da empresa.
Quais os setores que mais usam assinatura eletrônica hoje em dia?
Os setores de Recursos Humanos, saúde, educação e financeiro são os que mais usam e mais têm a ganhar ao implementar a assinatura eletrônica em seus softwares de trabalho.
Fizemos um quadro-resumo que justifica essa afirmação, dá uma olhada:
| Setor | Usos em cada área | Benefícios da assinatura eletrônica por área |
|---|---|---|
| Recursos Humanos (RH) |
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| Saúde |
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| Educação |
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| Financeiro |
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Mas, lembre-se: qualquer área que lide com formalização recorrente de acordos pode se beneficiar ao transformar contratos em processos estruturados, rastreáveis e escaláveis.
“Quero automatizar contratos, e agora?” 5 considerações estratégicas
Se automatizar contratos não é apenas adotar uma ferramenta, mas organizar todo um processo, responda às perguntas adiante antes de decidir seguir em frente.
- Estou preparado para organizar o ciclo contratual?
- Meu volume de contratos justifica a automação?
- Aonde estão os gargalos atuais do meu processo?
- Com o quê devo integrar os sistemas da minha empresa?
- Qual tipo de assinatura eletrônica meus contratos exigem?
Certifique-se de que a sua empresa esteja preparada para, mais do que implementar e integrar tecnologias, revisar modelos, padronizar cláusulas e estruturar corretamente uma governança interna focada em garantir segurança e conformidade com a legislação.
Entenda que, quanto maior o volume de contratos formalizados, maior tende a ser o ganho de eficiência com a automação, mas que, mesmo em lugares com menos documentos assinados toda semana, talvez falte uma profissionalização de processos que só o fim de etapas manuais consegue proporcionar.
Identifique se há atrasos ou falhas e se eles estão na coleta de dados, na aprovação interna, na assinatura ou no armazenamento: a automação só faz sentido quando resolve um problema concreto do fluxo atual.
E decida entre a integração dos sistemas com uma API de assinatura eletrônica ou não!
Finalmente, escolha o tipo de assinatura que você quer usar para fazer a integração. P.S.: muito provavelmente, a opção avançada vai satisfazer as necessidades do seu negócio sem nenhum problema!
E veja a sua empresa operando em outro nível de maturidade e preparada para crescer com consistência.
Fazer isso não é difícil, e sequer exige que você saia de onde está agora! Boa sorte no processo.
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